O aluno e a faculdade.

Outubro 23, 2006

 

                                       

 

            Algumas pessoas não entendem: Você faz o que?  Astrologia?  Gastrointestinal?  Medicina?  Ah, sim!  Estudantes como Bruno, já acostumados com a incompreensão, enchem o peito de orgulho para repetir com todas as letras: GASTRONOMIA. Os interlocutores logo mudam o tom de voz e a expressão facial, a surpresa, viram esperança de servir de rato de laboratório para algum de seus deveres de casa.  Este é um ritual que se repete para o estudante de Gastronomia do quarto período, Bruno Costa Monteiro.  O aspirante a chef estuda na Universidade Estácio de Sá no campus Tom Jobim, na Barra da Tijuca. O curso de Gastronomia tem a duração de dois anos e meio, cinco anos de existência nos campus da Praça onze e Tom Jobim e neste ano foi reconhecido pelo MEC.  A carga horária é igual a de qualquer curso clássico e ainda exige o cumprimento de horas complementares em estágios, palestras e/ou trabalhos.  A faixa etária dos estudantes do curso é bastante abrangente, com alunos de 18 até 77 anos, fazendo a gastronomia um espaço bem democrático.  A universidade oferece uma cozinha industrial muito bem equipada, com  utensílios que faltam em muitos restaurantes grandes, além de  ingredientes importados incluídos na mensalidade, contato com mercado de trabalho através de programas e um corpo docente muito eficiente.  Os professores são profissionais atuantes do mercado e durante as aulas já procuram os novos talentos.  O começo do curso é mais teórico e vai tornando-se mais prático.  Esta é, talvez, a primeira razão do curso contar com um elevado índice de desistência.  A segunda é decorrente do fato de ser tomado enganosamente como um simples exercício de culinária.  Errado.  Os estudantes também fazem aulas de Antropologia Alimentar, Higiene Alimentar, Francês técnico e Custos e Restaurante, com matemática financeira…  Vai encarar?  E se você pensa que cozinha é lugar de mulher, fique sabendo que o ambiente profissional é predominantemente masculino, mas as turmas contam com uma divisão equilibrada entre os sexos.  Bruno é categórico ao apontar que cozinha é para quem gosta, quem realmente ama a arte da gastronomia.  Sua matéria favorita no semestre é Cozinha Brasileira – Centro Sul  (cada período percorre as diferentes regiões do país, você já está louco de inveja também?) do professor Tião, um mago da cozinha, sempre paciente e atencioso.  É importante também destacar que não basta apenas concluir o curso para virar um chef, tem que trabalhar também para conhecer novos métodos e novos pratos, para somar experiência.  É trabalho duro, correria, disciplina, imaginação e isso apenas para tudo estar correto quando o prato chegar no cliente e o chefchef poder ouvir um recompensador: “Humm…”    

2 Respostas para “O aluno e a faculdade.”

  1. marcella disse

    gostaria de saber se ai tem o curso de gastronomia..e como funsiona..as amterias requeridas para o vestibular e etc..aguardo uma reposta..
    abraços Marcella

  2. camila disse

    Adorei!!! Pretendo fazer gastronomia em 2010, no campus da Tom Jobim mesmo. Minha dúvida é o seguinte: já li em alguns lugares que a faculdade não é boa. isso é real???
    por gentileza mande sua opniao sobre o assunto.
    desde já, obrigado.

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